Mãe
De tantos desencontros
Nós nos recebemos
Cansadas, partidas, feridas
Nunca nos conhecemos inteiras
Nem conhecemos o amor
Quando cheguei já parti
Quando cheguei já haviam muitas distâncias entre nós
Agora sei mãe porque dói, porque não podemos estar juntas de verdade
E sem culpa eu te deixo, com sua dor, eu te libero menina-mulher
Somos tão órfãs, mas tivemos uma a outra
Você me carregou e inventou uma vida para seguir enfrente
Não precisamos mais disto, que nos machuquem quando somos tão sagradas
Não precisamos mais conviver com nosso algoz como se não valessemos nada
Para mim você é tudo, por mais não seja capaz de receber amor
Eu te amei
Mas agora eu sigo, no caminho para mim mesma, por mais que você não aceite
Solto tua história para seguir com a minha
Minha mãe, minha mãezinha querida, que você seja a última a passar por isso
Te honro e te levo na alma e no meu coração, mesmo que partido...
Bruna, apenas Bruna

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