sábado, 31 de janeiro de 2026

Este mundo é sempre o mesmo?

 Em uma das buscas por conhecimento e informação sobre nossos tempos, eu filtro e descarto o que não faz sentido para mim, mas uma das coisa mais estranhas que ouvi é que em uma das dimensões do tempo e espaço já vivemos uma guerra nuclear, perdemos o cabelo e ficamos parecidos com os extraterrestres Grey's. E que no momento nós deste futuro catastrófico estaríamos evitando essa realidade já vivida. Ao mesmo tempo desta loucura toda, o mundo transhumano que está sendo materializado, toda a vigilância e inteligência artificial que precisa da nossa água, a falácia do crédito de carbono que é dar de beber para os data centers...penso na insignificância neste momento do meu drama pessoal. As buscas pela minha identidade perdida, dos meus sonhos e anseios antes de partir. A existência já tem me sido um bocado sofrida pelas dores de infância, da qual eu por questão de tamanho e desenvolvimento não pude evitar que muitas coisas acontecem comigo. Deixaram marcas profundas. Mas hoje não me ferem mais, hoje eu só posso trabalhar com a minha mente, o que me aconteceu me aconteceu. E sempre foi difícil aceitar isso, quando dependemos de outro para nos proteger. Ainda não consigo deslumbrar um mundo melhor, além de viver neste momento o melhor que posso e buscar compreensão maior sobre a vida. Não tenho controle sobre os acontecimentos ao redor de mim, somente como posso reagir a tudo isso. Aliás tudo está muito bem controlado pelo sistema no atual momento. Escrevo porque chega a um ponto que não há com quem compartilhar, as pessoas não são mais as mesmas, estão sendo totalmente neuromoduladas.  Um grande reset da humanidade está a cabo e isso é só o que existe nesta triste realidade. Pelas manhãs eu acordo sentindo um vazio e buscando como posso realizar o que desejo, nada fora do comum dos desejos humanos. Mas não me engano, sei o que está acontecendo. Não há nada novo. Tudo está nas mãos de poucos que controlam tudo e agora já estão efetivamente no domínio da mente e logo da alma. O fato que nossa raça abriu mão de tudo é o que me assusta. Minha dores continuam ali, meus dramas, minhas faltas e meu fim cada vez mais próximo, o fim de toda a humanidade que conheci.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Aquela menina que fui

 


Aquela menina que fui 

Não é mais 

Carreguei você comigo por tanto tempo

Agora não carrego mais

Não doeu, somente um pouco, porque me apeguei a ti por tanto tempo

Mas ela se foi

A mulher que sou hoje sabe o que não aceita mais 

Minha travessia foi completada

É estranho, mas é novo

Fazer o que desejo, não mais sob o olhar da menina que fui

Antes eu era apenas uma criança que cresceu rápido demais 

Não tenho mais medo de não ser vista, eu me vejo

É o que me importa 

Assim sigo no meu caminho de amor 

Tenho orgulho de quem me tornei, ou de perceber o que sempre fui

Da minha luz, tudo o que procurei esteve sempre aqui em mim

Nós nascemos para sermos livres

 Livres para poder escolher um novo caminho, uma nova visão, um nova maneira de ser. Livres dos sistemas de aprisionamento, família, educaçã...