quarta-feira, 18 de junho de 2025

Me protejo de todo o mal



Ainda tenho medo
Mas entrego
Olho a escuridão dentro de mim mesma
A que vejo no outro
Eu escolhi a luz, eu escolhi construir
Em um mundo em que a guerra e a espada ainda imperam
Nasci mulher e das profundezas do feminino que habita em mim
Eu me entrego
Eu deixo que o mal me atravesse
Pois a luta contra tudo o que me maltratou só aumentou a conexão com o que eu quero me distanciar
Há batalhas que não se podem vencer
Há pessoas que nunca poderão ser boas
Não há controle nenhum
Só sobre mim mesma
Sou livre
Me entrego ao meu caminho
Morro hoje para dar luz ao que sou amanhã 
Eu sou livre mesmo que me prendam
Pois meu espírito não pertence a esse mundo
De todo o mal eu apenas fluo como um rio
Que chegará ao um grande mar
Eu chego lá 
Estou a caminho minha grande mãe 
É aos teus mistérios que me entrego
Ao feminino que me faz atravessar toda a dor
Pra dar luz a mim mesma
Não me prendo, apenas navego com as águas de mim mesma

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